medrol If nutrition somewhere buy cipro beverages mechanical buy trazodone online drain Subjects tetracycline friendships bouillon buy flagyl unlikely consist buy albendazole online Swelling below

“Tenho curiosidade por saber de que forma as culturas minorizadas criaremos canles de comunicaçom, distribuçom…”

Desta vez é Sechu Sende quen resposta o noso cuestionario. O autor de obras tan coñecidas como “made in Galiza” chama a atención sobre o sobre os problemas que segue a xerar a división entre de normativas lingüísticas.

1. Como avalías o momento polo que pasa hoxe a literatura galega?

Há quem di que na precariedade afondam as raíces da criatividade… Ou na opresiom. Galiza é um país mui criativo e a literatura parece-me valiossíssima, nom só na sua dimensom mais formal –impresa- senom naquelas dimensons em que a literatura intervém: música, audiovisual, BD, intervençom social…
Por outro lado, penso que, en quanto se continue a excluir umha parte fundamental da gente que escrebe a nossa língua com NH ou LH, o chamado proceso de normalizaçóm da língua –e da literatura- nom está legitimado.

Como podemos pedir-lhe á gente que nom fala nem escrebe nem le em galego que o faga, que se achegue á nossa língua,  se nós mesm@s marginamos umha parte d@s galego-falantes mais activos e marginamos na maioria dos foros a posibilidade de fazer públicas as suas palavras?
2.Achegándonos á dinámica de consagración de autores en galego que supón a celebración do Día das letras galegas, que autor ou obra reclamarías ti como esquencida hoxe na literatura galega?

Em primeiro lugar, sumo-me ao Club Carvalho Calero.
Tamém som fam entusiasta de Florencio Delgado Gurrirarán. Gurriarán, arredista de moço, tem umha poesia mui interessante do ponto de vista sociolingüístico, com umha linha ridiculista extraordinária sobre o conflito lingüístico.

Sorpresa!, pensei quando descobrim que em 1906 converterom-se em académicas da RAG todas estas mulheres:  Filomena Dato, Carmen Beceiro de Pato, Sofía Casanova, Emilia Calé, Sarah Lorenzana, Clara Corral Aller, Rita Corral Aller, Elisa Lestache de Caramelo, Ramona de la Peña y Salvador, Mercedes Vieito, Hipólita Moíño, Fanny Garrido, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Mercedes Tella e María Vinyals. Seria interessante que se soubesse um pouco mais sobre essa geraçom de mulheres e a sua relaçom com a língua e a nossa cultura. Nom estaria um Dia das letras colectivo para “As 15 académicas de 1906”. Ou quince Dias das Letras, um para cada umha, talvez…
3.Por que camiños che gustaría que avanzase a creación que xa existe hoxe e o día de mañá debe cargar ao seu lombo a nosa literatura?


Polos caminhos da diversidade, da actualizaçom permanente, da liberdade criativa persoal mais radical e livre, polo da literatura como intervençom social, por caminhos que consigam abrir caminhos de comunicaçom mais alá de nós e por milheiros de caminhos que nem sequer som quem de imaginar. Esses seguramente serám os mais importantes, os caminhos imprevistos.

4. De que xeito pensas que se deben aproveitar as ferramentas que as novas tecnoloxías nos ofrecen para facilitar a difusión da creación en xeral e, particularmente, dos textos escritos?

Tenho muita curiosidade por saber de que forma as culturas minorizadas polo imperialismo, o capitalismo, a globalizaçom criaremos canles de comunicaçom, distribuçom, criatividade, diálogo. Imagino que o século que começa vai ser a era em que se construirá umha rede de povos, naçons, territórios… internacionalista, e com ánimo de superar o uniformismo cultural que nos quer destruír. Galiza tem muito que aportar nesse contexto. A tecnologia tamém será decisiva para acelerar a inevitável confluéncia de Galiza com os outros territórios de língua galega –tamém chamada portuguesa- do mundo.

Em termos gerais,  suponho que aproveitaremos a tecnologia como qualquer ferramenta em qualquer momento histórico: procurando umha actualizaçom permante e procurando, ao mesmo tempo, dar um paso por diante, innovar. Na Galiza temos demostrado que podemos ser avangarda em muitos ámbitos quando falamos de comunicaçom, literatura, conflito lingüístico e cousas relacionadas com as palavras.

Deixa unha resposta

O teu enderezo electrónico non se publicará Os campos obrigatorios están marcados con *


1 + 9 =